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sábado, 1 de outubro de 2011

O “FRUTO DO ESPÍRITO SANTO” É DIFERENTE DOS “DONS OU SINAIS EXTRAORDINÁRIOS


OU COMO OS DONS EXTRAORDINÁRIOS SÃO INFERIORES A FRUTO DO ESPÍRITO SANTO
Os dons extraordinários de Deus e o fruto do Espírito Santo são similares no aspecto que qualquer dom extraordinário e qualquer fruto parecem que têm uma fonte somente: Deus. Porém, as diferenças entre os dons extraordinários e o fruto do Espírito Santo são vastas e importantes. É edificante conhecer quais são as diferenças. As suas diferenças são evidentes quando consideradas a manifestação, a duração, o proveito, o recebimento e o propósito dos dons extraordinários em relação ao fruto do Espírito.
A Sua Manifestação
Os dons extraordinários podem ser manifestos e imitados até por incrédulos mas o fruto do Espírito Santo é manifesto somente por quem tem Cristo verdadeiramente. Os dons são inferiores ao fruto.
Judas, aquele que traiu Jesus, era um dos doze discípulos. Ele recebeu, igualmente aos outros, “poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda a enfermidade e todo o mal” (Mat. 10:1). Não há nenhuma indicação bíblica que Judas não usou a autoridade ou não operou os dons que ele recebeu (Luc. 9:6). Porém ele foi determinado “um diabo” (João 6:70), um “ladrão” (João 12:6) e “filho de perdição” (João 17:12). Judas foi manipulado por Satanás a entregar o Santo e Inocente Jesus (João 13:2). Cristo não guardou Judas até o fim (João 17:12; 13:18; I João 2:19; Atos 1:25). Por Judas ser “um diabo” podemos concluir que os dons extraordinários podem ser manifestos por incrédulos.
Ao Balaão foi revelado a palavra do Senhor pessoalmente (Núm. 22:10-12). O Espírito Santo veio sobre ele capacitando-o a falar uma profecia verídica (Núm. 24:2-9; veja também o caso de Caifás, João 11:47-53), uma evidência de dom extraordinário. Porém, Balaão era um adivinho (Josué 13:22; Núm. 24:1), que era comprado para fazer a vontade dos ímpios em amaldiçoar a Israel (Deut 23:4; II Pedro 2:15; Judas 1:11) e ensinou o povo de Deus a cometer fornicação (Apoc 2:14). Mesmo este conhecendo o Espírito Santo, e tendo os seus olhos abertos (Núm. 24:3), Deus não o ouviu (Deut 23:5,6) e morreu pelo espada do povo de Deus (Núm. 31:8; Josué 13:22). Por Balaão ser um adivinho declarado e alguém que era um exemplo de tropeços e abominações (Apoc 2:14), de engano (Judas 1:11) e de erro (II Pedro 2:15) mas um que recebeu a Palavra do Senhor pelo Espírito Santo, podemos concluir que os dons extraordinários podem ser manifestos por incrédulos.
Falsos cristos e falsos profetas podem imitar os dons extraordinários de sinais e prodígios (Mat. 24:24) e os dons de profetizar, fazer curas e falar ousadamente ao ponto de convencer uma multidão (Apoc 13:1-8; 19:20). Mas, apesar da grandeza dos convincentes sinais e prodígios que estes farão, ainda são falsos cristos e falsos profetas. Mesmo que Deus permitirá tais obras, não é prova que são do Espírito Santo. Pela evidência destes muitos a manifestarem obras similares aos dons extraordinários podemos concluir que nem todo sinal e prodígio é de Deus e nem todos que os fazem são Cristãos.
Janes e Jambres resistiram o homem de Deus, eram homens encantadores e sábios dos meios mundanas. Eles eram homens corruptos de entendimento e réprobos quanto a fé (II Tim 3:8). Mesmo assim eles imitaram alguns sinais e alguns dos dons especiais dados por Deus ao Moisés para provar que a sua missão era de Deus (Êx. 7:10-22; 8:5-7). Por homens corruptos conseguirem a operar sinais e dons especiais podemos concluir que nem todo sinal ou prodígio é do Espírito Santo. Nem podemos afirmar que somente são os verdadeiros que podem faze-los.
Expulsar demônios em nome de Cristo, profetizar em nome de Cristo e fazer muitas maravilhas no nome de Cristo são evidências dos dons extraordinários dados aos discípulos (Mat. 10:1,8; Atos 4:30). Porém, esses dons extraordinários podem ser operados também por aqueles que não são de Deus (Mat. 7:22,23; Luc. 13:26,27). Nem todos que fazem maravilhas irão ao céu. Existem os que praticam os dons extraordinários que fazem iniquidade. Por existir a possibilidade de ímpios expulsarem demônios e fazer outras maravilhas, podemos concluir que os dons extraordinários do Espírito Santo podem ser manifestos pelos incrédulos.
Porém, o fruto do Espírito Santo é diferente dos dons do Espírito Santo. O fruto é somente do Espírito Santo e nunca é imitado ou vem de qualquer outra fonte. O fruto verdadeiro do Espírito Santo é exclusivamente para os que são chamados eficazmente por Deus ao arrependimento e à fé em Cristo (Atos 2:38,39). São estes que tenham uma nova natureza pela regeneração (Tito 3:5-7). Somente os que tem o interior mudado pela regeneração podem ter o fruto da nova natureza santa que é do Espírito Santo.
Pelo fruto do Espírito Santo ser somente de Deus, Jesus ensinou que conhecemos uma árvore pelos “frutos” (Mat. 7:20). Tiago ensinou a mesma verdade dizendo que de um mesmo manancial não vem água doce e amargosa (Tiago 3:11). A figueira não produz azeitonas, nem a videira figos (Tiago 3:12; Mat. 7:16). Os dons extraordinários podem ser exteriorizados até por incrédulos, mas o fruto vem somente do Espírito Santo que o produz no coração do Seu povo.
Temos a instrução de provar a todo o espírito (I João 4:1). A prova não é pelos prodígios que podem ser manifestos, pelas profecias que podem ser declaradas, pela companhia que alguém pode ter ou pelas curas que podem ser efetuadas. A prova é pelo fruto. O fruto correto é uma vida dirigida pela doutrina bíblica (I João 4:2,3). Tendo uma vida conforme a sã doutrina, em espírito e em verdade, é prova suficiente que alguém é de Deus. A vida obediente à doutrina será uma vida em conformidade ao obediente Jesus. Essa é uma prova divina que alguém é de Deus (Romanos 8:29). Verdadeiramente, pelos “frutos”, e não pelos dons extraordinários, os verdadeiros são conhecidos (Mat. 7:20).
Pela possibilidade dos dons extraordinários serem manifestos até pelos incrédulos, e pela singularidade do fruto do Espírito Santo ser somente com os em Cristo podemos destacar uma grande diferença dos dons extraordinários do fruto do Espírito Santo. Podemos concluir também que o fruto do Espírito Santo é “mais excelente” dos dons extraordinários (I Cor. 12:31-13:13).

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